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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Black Uhuru

Guess Who's Coming to Dinner

Black Uhuru é uma banda jamaicana de reggae, que se destacou por sucessos como "Shine Eye Girl", "Guess Who's Coming to Dinner", "Sinsemilla", "Solidarity", e "What Is Life?", vencedora de um Grammy na categoria reggae quando esta foi introduzida na premiação, em 1985.

O nome original da banda era Black Sounds Uhuru (uhuru significa "liberdade" em suaílie, idioma africano), e havia sido dado por Stan "Roy Scientist" Palmer. A primeira formação da banda era composta por Garth Dennis, Don Carlos e Derrick "Duckie" Simpson. O grupo passou por diversas mudanças em sua formação deste então; Carlos saiu, e foi substituído por Michael Rose; Dennis então abandonou, para tocar com a banda Wailing Souls, e em seu lugar entrou Errol Nelson.


Durante este período inicial a gravação mais famosa da banda foi o álbum chamado 
Love Crisis, que posteriormente foi relançado com o nome de Black Sounds Of Freedom. Em 1979 Sandra "Puma" Jones, uma assistente social da Carolina do SulEstados Unidos, juntou-se à banda. Esta formação - Rose, Simpson e Jones - juntou-se aos produtores Sly & Robbie (que também passaram a ser baixista e baterista da banda), e lançaram os álbuns mais populares da história da banda: SinsemillaRedChill Out e Anthem, que venceu o Grammy,[2] bem como outras. 



Durante este período a banda se tornou um dos grupos mais populares de reggae do mundo, fazendo turnês constantes com bandas como The ClashThe Police e The Rolling StonesLive 1984, registro de um show realizado no Rockpalast, na Alemanha, em 18 de outubro de 1981, capturou a banda no auge de sua força. Em 1989 o álbum Red atingiu o 23º lugar na lista de 100 maiores álbuns da década de 1980 feita pela revista Rolling Stone



Por


Rodrigo Augusto Fiedler

(Rodrigão da Penha)


Bunny Wailer (The Wailers)

Jump, jump, jump...

Neville O'Riley Livingstonmais conhecido como Bunny Wailer ou mesmo Bunny Livingston (Kingston10 de abril de 1947), é um cantorcompositor e percussionista de reggae. Foi um integrante da formação original do grupo de reggae The Wailers, juntamente com Bob Marley e Peter Tosh.

Bunny viajou em turnê com os Wailers pela Inglaterra e Estados Unidos, mas logo tornou-se relutante em deixar novamente a Jamaica. Ele e Tosh foram marginalizados no grupo quando os Wailers começaram a fazer sucesso internacional, com todas as atenções focadas em Marley. Wailer e Tosh subsquentemente deixaram a banda para seguirem carreira solo. Eles foram substituídos pelas "I Thress", uma estratégia com vistas a ampliar o sucesso dos Wailers no mercado não-jamaicano.

Depois de deixar o grupo, Bunny fixou-se mais em seus princípios espirituais. Assim como os outros Wailers, ele era um rasta declarado. Produziu alguns dos seus álbuns, além de compor e regravar a maioria do material do catálogo dos Wailers. Ele obteve sucesso gravando músicas apolíticas, mais pop e dançantes. Bunny sobreviveu aos seus contemporâneos quando a morte violenta era um lugar comum.

Wailer ganhou três Grammys de "Melhor Álbum de Reggae": em 19901994 e 1996.


por


Rodrigo Augusto Fiedler

(O Rodrigão da Penha)

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Buju Banton

Too Bad

Mark Anthony Myrie nasceu em Kingston aos 15 de julho de 1973. Buju Banton, como é chamado, é um cantor e músico jamaicano de Reggae, Dancehall e Ragga. Gravou também diversas canções pop e dance, assim como músicas que lidam com aspectos políticos. Banton é um músico engajado, assim como muitos outros representantes de Dancehall e claro, só poderia ser influenciado pelas ideias libertárias do ativista jamaicano Marcus Garvey.


O cantor também foi muito infeliz na escolha de alguns temas de muitas de suas músicas: Buju Banton fazia apologia homofóbica e chegou a defender o assassinato de homossexuais em algumas de suas músicas.
Foi preso nos Estados Unidos em 2009 em uma mega investigação sobre o tráfico de drogas com mais de 5 quilos de cocaína. Banton foi preso anteriormente, em 2003, por plantar maconha em seu estúdio de gravação. Sua carreira percorreu os anos 90, desde 1992 e foi, vívida, até 2006.
Depois disso não gravou nada novo.


por


Rodrigo Augusto Fiedler
(Rodrigão da Penha, o Professor)

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Bob Marley & The Wailers

Get up, stand up...

Robert Nesta Marley nasceu em Nine Mile, Saint Ann, Ilha da Jamaica aos 6 de fevereiro de 1945 e veio a falecer em Miami, Flórida, USA em 11 de maio de 1981. Bob Marley foi um cantor, guitarrista, arranjador, ativista, religioso e compositor jamaicano. O mais conhecido nome do Universo Reggae de todos os tempos. Marley ficou famoso por popularizar o gênero e seu sucesso, vertiginoso, fez com que ele vendesse quase 100 milhões de discos em torno do mundo.

Diferente do que se pode pensar, Bob Marley não é apologia à maconha e a um modo libertino de se viver. Bob Marley é um menestrel da paz, da irmandade, da igualdade social, da resistência e independência de países assolados pelo colonialismo, preservação ambiental, liberdade e AMOR UNIVERSAL ao mundo. Bob Marley é o grito, é a voz negra do Terceiro Mundo.



Importante lembrar que o aspecto libertário da obra de Marley, transcende os problemas sociais da Jamaica e se refletem em todo Continente Africano, terra em que, segundo a crença Rastafari, viveu o Leão da Tribo de Judá.

Essa representação do rastafarianismo se remete ao Imperador Etíope Hailé Selassié I - The First, o Rastafari... embora seja controverso e um tanto estranho acreditar que um ditador sanguinário era um libertador, cabe a eles manter ou dissipar esta crença. Em tempo: Bob Marley foi maior que Selassié. Em 1978 para 1979, através de um ativismo político bastante vigoroso, Bob Marley é convidado para comandar os gritos de liberdade do Zimbábue e, em função disso, grava Survival, seu antepenúltimo disco, que contém o Hit Zimbabwe, canção que mobilizou o povo e as autoridades, tornando aquele país livre. Bob Marley é considerado o Mártir da Independência do Zimbábue e a sua música, o hino. Por estas e outras que considera-se muito rasa a possível acepção apológica de Marley com o uso de drogas (ganja, sinsemila, maconha). No culto Rastafari, assim como em outras expressões religiosas, a fumaça gerada pelos "baseados" liga o homem a Deus e, o efeito, amansa os espíritos, privando-os de violência, rudeza, grosserias... crê-se que o consumo da ganja aproxima o homem de Deus. É só isso!

A Torá, ou o Pentateuco, Tomos religiosos atribuídos a Moisés, trazem no seu livro de Levítico algumas regras que o povo de Israel deveria seguir para atingir a salvação. Regras bastante radicais quanto aos diversos hábitos do dia a dia. Uma destas passagens, fala do homem Nazireu, aquele que não pode ter seus pelos, barbas e cabelos cortados para que, desta forma, sejam separados e santificados. Há uma possibilidade da crença Rastafari se bastar destes ensinamentos para manter os cabelos longos (dreadlocks) e as barbas sempre bastante grandes. Outra abordagem para este hábito Rastafari é que os cabelos em formas de dreads e barbas longas seriam um elo de ligação com a mãe África. Bob Marley foi, além de tudo já dito, uma espécie de "levita" Rastafari. A presença da religiosidade em suas músicas, desde os primórdios, é muito comum.


Quanto à carreira, Marley iniciou sua jornada com os Wailing Wailers que já contava com Peter Tosh e com Bunny Wailer. O trio, acompanhado dos irmãos Barret gravaram Simmer Down, primeiro single de sucesso do jamaicano. Isso, em 1966 aproximadamente.

Mas foi em 1972 que Marley e sua trupe foram contratados por uma gravadora grande: a Island Britânica. Sob o alicerce da Island e direcionados ao selo Tuff Gong, começa a discografia dita oficial de Bob Marley!
Catch a Fire, Burnin', Natty Dread, Rastaman Vibration e Exudus (gravado em Londres após o atentado de 1976), Kaya, Survival, Uprising e o póstumo Confrontation.
Bob Marley recebeu prêmios importantes em sua carreira, durante a carreira e póstumos. Na verdade, é como se ele jamais tivesse morrido. Sua obra é cada vez mais pertinente e importante.

São eles:
- 1976 - Banda do Ano, Rolling Stone
- 1978 - Medalha da Paz do Terceiro Mundo pela ONU
- 1999 - Artista do Século, Revista Time, por Exodus
- 2001 - Estrela na Calçada da Fama em Hollywood
- 2001 - Grammy póstumo pelo Conjunto da Obra
- 2004 - A Revista Rolling Stones o classificou como 11° Maior Artista de Todos os Tempos
- 2004 - A canção One Love é consagrada como Canção do Milênio pela BBC de Londres
- 2009 - Votado como o maior letrista de todos os tempos pela mesma BBC.
Mas nem tudo foram flores...
Marley por conta de seu viés político e libertador, foi vítima de atentados a tiros, em 1976, por conta de embates eleitorais.
(Para este episódio, Marley compôs Ambush in the Night no álbum Survival)
E não foi a primeira vez! No início dos anos 70, outra emboscada a tiros fez com que Marley gravasse I Shot the Sheriff...


Marley, em meados de 77 ou 78 fez uma ferida no dedão do pé numa partida de futebol. Esta ferida se transformou num cancro (melanoma) e em pouco tempo, antes ainda de 1979, já havia se transformado numa metástase. Interessante citar que foi sugerido que Marley amputasse o dedo, mas as regras ortodoxas do rastafarianismo não permitiam que se tocasse no corpo. Assim, o que era um cancro, tornou-se um melanoma, de melanoma para câncer e de câncer, metástase.
Marley tentou tratamento alternativo com Dr Joseff Issels, em Berlim, por algum tempo houveram melhoras, Marley retomou até a turné americana, no Madison Square Garden e em Pittsburg, mas durante este último show (1980), o menestrel passou mal e seguiu para a internação em Miami, onde morreu em 11 de Maio de 1981.

"I Know Jah never let's Down..."

Por

Rodrigo Augusto Fiedler
(Rodrigão da Penha, o Professor)

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Augustus Pablo (O Dubman)

Rising Sun...

Horace Swabi foi nascido aos 21 de junho de 1957 e veio a falecer aos 18 de maio de 1999. Horace Swabi foi muito mais conhecido pelo pseudônimo Augustus Pablo, o Rastaman. Pablo foi um cantor influente de Reggae, um dos precurssores do Dub e também atuou na Jamaica como produtor de diversas bandas de Reggae, Ska, Rocksteady e, principalmente, atuou junto a geandes bandas com projetos de Dub. Daí a coalcunha de Dubman. Iniciou a carreira no verão de 1970 sendo quase que contemporâneo a Bob Marley, o nome maior deste estilo. Interessante que Augustus Pablo não era de Trenchtown, bairro de Kingston, ele era de Saint Andrew, interior da ilha.

Curiosamente, Pablo usava uma escaleta em suas produções. Escaleta é uma espécie de "teclado de sopro" usado em escola de música para iniciantes, ou ainda, instrumento usado para lecionar as primeiras noções de música nos Colégios Públicos Populares da Jamaica.

Pablo produziu e influenciou muitos músicos a gravarem, além de seus repertórios clássicos, versões Dub, para músicas mais penetrantes. Gravou com muitos artistas Jamaicanos de Reggae e Dub, entre eles: Hugh Mundell , The Scientist, Jacob Miller, The Wailers e outros. Influenciou muitos outros, como os ingleses do Aswad, o Power Trio Jamaicano Black Uhuru, fez parceria com Linton Kwesi Johson, outra com Lee "Scratch" Perry (também Dubman) e, de certa forma, plantou uma semente no trabalho de Mad Professor.

Augustus Pablo faleceu decorrente de um pneumotórax em 18 de maio de 1999 em um hospital de Kingstom. Ele era portador de problemas neuromusculares em decorrência da Miastenia grave.
Gravou uma infinidade de discos e, por toda sua carreira, foi respeitado pela comunidade musical jamaicana.

Vale conhecer!


Por


Rodrigo Augusto Fiedler
(Rodrigão da Penha, o Professor)

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Armandinho

 Reggae Gaúcho

Armando Antônio Silveira da Silveira nasceu em Porto Alegre, RS, em 22 de Janeiro de 1970. Conhecido como Armandinho, o surfista gaúcho é, também, um cantor e compositor de Reggae e Música Popular Brasileira.

Seu primeiro Álbum de Estúdio, Armandinho, foi lançado em 2002 e, de cara já recebeu Disco de Ouro pela vengadem significativa de 100 mil exemplares. No início de 2003, o cantor e surfista gaúcho participou pela primeira vez do evento Planeta Atlântida (Festival de Música Popular realizado no verão pela Rede Atlântida de Rádio e TV... acontece em Xangrilá, litoral gaúcho e, recentemente, expandiu-se para Florianópolis, capital Catarinense).

Em meados de 2004, Armandinho lançou seu segundo Álbum, Casinha e, foi neste álbum, que o compositor gaúcho nos trouxe seu maior e mais belo sucesso: Desenho de Deus, que se tornou uma das músicas mais tocadas no Rádio durante todo aquele ano:

"...Quando Deus te desenhou

Ele estava namorando

...

Na beira do mar..."

Em 2006 vieram, simultaneamente, CD e DVD ao vivo (Armandinho: Ao vivo) e é seu primeiro trabalho numa grande gravadora. Finalmente o cantor sai da pequena e local Radar Records e passa a produzir pela Universal. A canção Desenho de Deus que já era um sucesso consolidado, depois do DVD, emplacou por mais um ano e passou, definitivamente, a fazer parte do repertório Reggae de todo Brasil.

Em 2007, lança Semente, seu terceiro Álbum de Estúdio, mas o disco não decola o mesmo tanto dos anteriores. Essa queda vertiginosa no quesito vendas e reproduções radiofônicas faz com que o surfista saia da Universal.

Entretanto, Armandinho - bom músico e bom compositor, não desiste e funda seu próprio selo: a Alba Music. Neste selo volta a gravar (de forma independente) e retoma o bom contato com o sucesso. Porém, Armandinho compreende as questões de Target e Público Alvo de Mercado e se foca nos nichos ligados ao Universo Reggae e ao mundo do surf.

Em 2011, por todo ano, Armandinho faz uma boa turné internacional, fazendo shows nos USA, Uruguai, Peru e Argentina. O sucesso do gaúcho nas terras dos "hermanos" propulsiona mais um double de CD e DVD ao vivo: Armandinho Ao Vivo em Buenos Aires. Curiosamente, mesmo 5 anos depois, o mega hit Desenho de Deus ainda é o núcleo do Set List e a canção reproduzida nos Bis dos shows. Em 2013, além do Mercosul, Armandinho vai à Europa e faz bons shows em Portugal. Neste mesmo ano, o cantor e surfista gaúcho implementa um Canal no YouTube. Até hoje, seu trabalho é muito seguido nas Redes Sociais e seus vídeos, desde então, já receberam milhões de visitas.

Atualmente, mora na Praia Brava, Itajaí, SC, uma praia de ondas grandes, nas quais o surfista das antigas pode exercer seu melhor esporte e segunda ocupação. Pelo fato de ser surfista, e bom surfista (mesmo aos 50 anos), o querido Armandinho optou por morar no litoral catarinense, abrindo mão de viver no ciclo das gravadoras, o eixo Rio/São Paulo. E não há problemas. Mesmo distante das grandes capitais, Armandinho tem uma vida espartano, porém muito boa e ainda assim, pratica suas duas paixões: a música e o surfe.


Por


Rodrigo Augusto Fiedler

(Rodrigão da Penha, o Professor)

sábado, 10 de outubro de 2020

Alpha Blondy

Jerusalém

Alpha Blondy, um dos maiores e mais importantes artistas de Reggae e do Mundo de Jah, é o nome artístico de Seydou Koné, nascido em Dimbokro ao 1 de janeiro de 1953, na Costa do Marfim.

Muito popular na África Ocidental, América, Inglaterra e Jamaica, Blondy teve, por muitos anos e um único Álbum, o Jerusalém, a participação dos The Wailers, com os irmãos Barret ainda presentes.

Estudou inglês no Hunter College de NY e fez um programa de línguas Anglo-Americanas na Universidade de Columbia. Todavia, mesmo com este apelo, Alpha Blondy canta principalmente em diúlia, francês e claro, um pouco de inglês. Ocasionalmente insere trechos do idioma árabe ou do hebraico em suas canções. Jerusalém, seu hit maior, inicia-se com uma oração inteira cantada em hebraico.

O forte de seus temas estão correlacionados com política e, principalmente, com os processos ditatoriais que alguns países africanos vivem até hoje. Alpha Blondy é um menestrel da liberdade. Um profeta da libertação. E, por estas e outras, seu som é bastante consumido, até hoje, como já disse, em muitos países da África Ocidental.

Além de Jerusalém, Apartheid is Nazism é outro hit bastante conhecido do público fora da África.

Sua carreira tomou vulto em 1983, com o Álbum Jah Glory. Jerusalém e a música homônima tocada pelos Wailers é de 1986 e nosso cantor da Costa do Marfim, permanece em atividade até 2013. Alternando o Roots com diversos tipos de Reggae mais moderno e mais eletrônico.

Alpha Blondy sai da África para entrar para história. É impossível colecionar bons discos de Reggae e não passar por ele.

Imprescindível!

Por

Rodrigo Augusto Fiedler

(Rodrigão da Penha, o Professor)

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas no palco, pessoas em pé, barba e atividades ao ar livre

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Aswad

 Fire

Aswad, do árabe, negro, é um Power Trio britânico de Reggae. O Aswad ficou muito conhecido por ter sido um dos precusores do subestilo chamado Dancehall: um Reggae mesclado com pitadas de Black e Disco Music, Soul e R&B, batidas eletrônicas e o excessivo uso de Synths.
Fora os integrantes originais, desde o início de sua formação em 1975, Courtney Hemmings atingiu o feito de juntar os componentes do Aswad como banda de apoio à Burnin' Spear em um álbum ao vivo de 1977.
O Aswad tornou-se uma das bandas de topo de Reggae no Reino Unido com canções típicas para a época que abordavam temas como a opressão da juventude negra. O Power Trio era uma visão de esperança numa Inglaterra preconceituosa.



Com as músicas Three Babylon e It's Not Our Wish, reggaes bastante roots e Warrior Charge, um bom jazz, o Aswad colaborou, e muito, com os processos de libertação moral do negro inglês, além de colaborar com as origens do movimento Punk.
Com o álbum New Chapter, de 1981, os Aswad obtiveram uma maior penetração de mercado. A música Love Fire, maior sucesso do trio, ganhou amplo reconhecimento quando foi utilizada como ritmo de base para Promised Land, grande canção de Dennis Brown.
Por
(Rodrigão da Penha, o Professor)

The Abyssinians

 "Satta Amassagana"


Os Abyssinians são uma banda de Reggae Roots proveniente da Jamaica, fundada ainda nos anos 60, mais precisamente em 1968.
Seu nome, Abyssinians, é uma referência às terras da Abyssínia, atual Etiópia, onde por décadas viveu o imperador Helé Salassié I - o Rastafari I, figura a qual a crença jamaicana e Rastafari crê ser o verdadeiro e único "Leão da Tribo de Judah".


O repertório dos Abyssinians é bastante engajado e religioso, e seu principal sucesso, de 1971, Satta Amassagana, seu hit maior, toca até hoje em igrejas da Etiópia e da Jamaica.
Em virtude dessa opção mais ligada aos assuntos espirituais e religiosos, os Abyssinians não são uma banda de Reggae frequente em festivais e espetáculos populares. Nem dentro (Reggae Sunsplash, por exemplo), nem fora da Jamaica.
Sua formação clássica conta com a presença de Donald Manning, Bernard Collins e Linford Manning.
Jah Rastafari I - Helé Selassié the First!

Por

Rodrigo Augusto Fiedler
(Rodrigão da Penha, o Professor)