Do Soul ao Gospel
Al Green começou sua carreira muito cedo, tinha apenas 9 anos e já cantava com seu pai e seus irmãos. Eram os Green Brothers. O grupo chegou a excursionar pelos USA durante a década de 50. Logo naquela época, a família Green mudou-se para Michigan e lá o jovem Al Green formou seu primeiro grupo de Soul e R&B. Eles eram os Al Green & The Creations que mais tarde, em 1968, seria rebatizado de Soul Mates. Ainda em 1968, os Soul Mates conseguiram um grande feito: colocaram uma música, Back Up Train, entre as 5 da Billboard.
A carreira de Green foi sempre um sucesso e ele optou por seguir carreira solo, deixou os Soul Mates e ainda em 69, gravou Green is Blues.
Os discos vinham ano após ano e o sucesso sempre fora vertiginoso. Green se consagrara como grande cantor de Soul e R&B. Porém, mesmo dono de grande sucesso, fama e breve fortuna, em 1975, o cantor passaria por uma tragédia pessoal envolvendo sua namorada Mary. Ao negar um pedido de casamento, sua namorada então, enquanto Green tomava banho, jogou nele uma panela de água fervendo. As queimaduras foram superficiais, embora tenham atingido o nível de segundo grau nos braços, abdômen e pescoço.
Em 1976, Green se converteu ao cristianismo, comprou uma igreja, mas continuou gravando Soul e R&B.
Ficou mal visto pela comunidade negra e, quase que por tábua de salvação, em 1977 volta ao topo das paradas com "The Belle Álbum".
Em 1979, a conversão foi completa. Green passou a se dedicar à Música Gospel e isso, de certa forma, limou a grande maioria de seus seguidores. Por outro lado, lhe abriu portas não antes visitada.
De 81 a 89, Green colecionou dezenas de Grammys pela categoria Soul/Gospel, um feito inigualável para um cantor de R&B. Nem Marvin Gaye, nem Stevie Wonder amealharam tantos prêmios. Sim, mas não durou eternamente. No início dos anos 90, Al Green voltou as origens e gravou um Suíngue Soul em parceria com Annie Lennox, dos Eurythmics. Daí pra frente, Soul em cima de Soul, algumas trilhas sonoras e claro, em 95, Al Green foi laureado pelo Rock and Roll Hall of Fame.
Carreira de respeito!
Aleluiah!
Por
Rodrigo Augusto Fiedler
(Rodrigão da Penha, o Professor)

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