quinta-feira, 15 de outubro de 2020

The Beatles

The Long and Winding Road...

The Beatles foi uma banda de rock britânica formada, a princípio, em 1960 na cidade de Liverpool. Constituída por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Star, é considerada a banda mais influente de todos os tempos.

O grupo fez parte do desenvolvimento da contracultura da década de 60 e do reconhecimento da música popular como forma de arte. Enraizados do skiffle, beat (geração On The Road de Jack Kerouac) e rock and roll (Richards, Berry, Didley, Presley...) da década de 50, seu som incorporava elementos da música clássica e pop tradicional de maneiras inovadoras...


Anos depois, sempre na vanguarda musical, os Beatles incorporaram elementos indianos, orientais, psicodelias e até Hard Rock. Como pioneiros em gravação, composição e apresentação artística, o grupo revolucionou muitos aspectos da indústria da música e foi frequentemente divulgado como líder dos movimentos juvenis da época.

O advento dos Beatles como banda experimental, coisa de adolescentes, deu-se na primavera de 1958. Liderados por John e Paul, traziam um menino tímido para a guitarra solo, George Harrison, e com o não comprometido, Stuart Sutcliffe no baixo. Juntos desde 1958, os três, tinham na bateria um problema: era um troca troca desagradável de aspirantes à bateria, até que em 1960, o bom Pete Best firmou-se com o trio que de Beetles (os besouros), passou a assinar The Beatles (em referência clara ao movimento Beat... - algo como os "fazedores de batidas").


Reza a lenda que no circuíto de pocket shows que a banda fazia, Pete Best passou a furar, daí em 1962, convidaram Richard Starkey, que viria a se consolidar nas baquetas e assumir o nome de Ringo Star. Assim, em maio de 1962 os Beatles já estavam formados, tinham um gerente (manager), o eficiente Brian Epstein e um produtor genial, ninguém menos que George Martin que guiou e desenvolveu suas gravações, expandindo bastante seu sucesso após o primeiro Hit, Love me Do, ainda de 1962. O sucesso consecutivo de singles, o frenesi causado em programas de rádio e televisão agendados por Epstein, mais a firmeza nas composições e o árduo trabalho artístico guiado por Martin, fez que antes do ano virar para 1963, já houvesse por toda Inglaterra um movimento juvenil chamado Beatlemania. O mundo nunca tinha visto nada igual.

As composições eram feitas à 4 mãos e eram assinadas, sugestão de Epstein, como Lennon & McCartney, independente de, caso fosse, uma música solo de qualquer um dos 4. Lennon & McCartney foi e é a marca mais vitoriosa da história da música popular. Ainda naquele ano surgiu o apelido de The Fab Fours, os Quatro Fabulosos e, seja Epstein ou Martin, vira e mexe, eram chamados de "quinto beatle".

Sucesso. O excesso de composições, todas de 1962 e 1963 deram material suficiente para um excelente álbum de estreia: o Please Please Me. Clássicos como Anna, Misery, Boys, Twist & Shout, a música título e o mega sucesso I Saw Standing There colocaram o disco inúmeras semanas nos primeiros lugares, ou melhor, como álbum, em primeiro lugar e como singles, pelo menos 3 ou 4 entre os dez.
Os Beatles foram a primeira banda da história a fazer este feito.

Os Beatles tiveram uma carreira bastante curta, apenas 10 anos. Se contar pelas gravações, apenas 8 anos. De 1962 a 1970, para a infelicidade dos fãs. A carreira dos Beatles pode ser observada como uma curva ascendente no que tange a qualidade e virtuosismo musicais. Para alguns críticos, existem duas ou três fases. Eu prefiro ver os Beatles apenas como uma banda que amadureceu na esteira da história do desenvolvimento do próprio Rock e da música em si.

Os primeiros álbuns, Please Please Me, With the Beatles e A Hard Days Night são o espelho mais fiel do rock and roll britânico, romântico e engraçado. Era música para aquele público, os jovens e, nesta seara, ninguém jamais fez algo melhor.

Os dois discos seguintes, Beatles For Sale e Help, embora bem populares, já apresentam obras mais rebuscadas. Um John Lennon mais inteligente e um Paul McCartney cada vez mais próximo de George Martin, estudando bateria, piano e violões. George bem desenvolvido numa técnica autodidata e Ringo criando compassos cada vez mais complexos para uma pequena bateria Ludwig de 6 peças.

Chega o final de 1965 e os Beatles resolvem ter um momento com o gênio Bob Dylan. Desse contato nasce Rubber Soul, um disco lindíssimo, com pitadas de folk, de country, com um John Lennon escrevendo muito. É p primeiro disco a trazer uma música solo de George. Paul traz Michele e assim eles se preparam para o disco da virada: Revolver. Para muita gente, o melhor disco dos Fab Fours.

Isso ainda em 1966. Observem que os Beatles tinham tão boa safra de composições que num mesmo ano eles eram capazes de gravar 2 discos, e dois discos bons. Nessa fase, de 1965 a 1966, o público começa a mudar. Não é mais rock para menininhas. Os Beatles se tornaram uma banda cult.
Foram à Índia ainda no fim daquele ano e se envolvem com figuras como o Guru Maharishi e o músico, mestre em cítara Ravi Shankar. Geoge Harrison se encanta, aprende algumas escalas no instrumento, coisa que mais tarde aparecia em diversas músicas dos Beatles.


Voltam da Índia no fim de 1966 e rapidamente se juntam, e reúnem os singles e compactos para gravar o mais icônico de todos os álbuns deles (não disse o melhor)...
Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band. O Álbum que inspirou Syd Barret a fundar o Pink Floyd. Já neste disco, podemos perceber a dissolução por completo da parceria Lennon & McCartney...
When I'm Sixty Four não tem nada de Lennon e A Day in the Life não tem nada de Paul.
Strawberry Fields, uma música que John fez solo, em homenagem a um orfanato conhecido na Inglaterra não entra no disco e daí, muito antes de Yoko Ono surgir, surgem as primeiras rusgas entre os dois gênios. Paul escreve Penny Lane também de forma solo e a canção, pasmem, também não entra no disco.

Para tentar resolver este problema e muitos outros que estavam, inclusive, por vir, com a gravação do filme infantil Magical Mistery Tour, George Martin dá um tiro de mestre. Lança um "soundtrack" não oficial dividindo o disco da seguinte forma: lado A, trilha sonora e lado B, os singles que ficaram para trás. Strawberry Fields ganha uma chance, Penny Lane também e All You Needs Love, também só de John, fecha o disco. The Fool on The Hill só de Paul está lá também. Tudo certo.

Em 1968 vem a Trilha do infeliz Yellow Submarine e, no mesmo ano, o Álbum Branco. Um disco excelente, na minha opinião e de muita gente, o melhor de todos. Enfim, os Beatles estavam acabando. O disco é um disco de recortes e de músicas solo. Quem se destaca é George Harrison com While my Guitar Gently Weeps que ele grava com o seu amigo Eric Clapton, guitarrista dos Yardbirds.

1969, muitos singles, muitos recortados, mas muitos dos Beatles...
Surgem dois projetos: um disco de singles (Let it Be) e um disco de composições: Abbey Road. O Abbey é gravado primeiro. Billy Preston é chamado para o teclado hammond nas derradeiras gravações e, no início de 1970 sai as filmagens do prédio da Apple com as canções de Let it Be. Billy Preston é então chamado de quinto Beatle.

Sai o Álbum de singles (1968/1970) denominado Let it Be. Nele, Paul inclui a canção The Long the Winding Road, estava dado o golpe de misericórdia: em 10 de abril de 1970, Paul McCartney vai a público e em poucas palavras anuncia - é o fim dos Beatles!




É isso!

Por

Rodrigo Augusto Fiedler
(Rodrigão da Penha, o Professor)

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