O pulso ainda pulsa
Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho, ou simplesmente, Arnaldo Antunes nasceu em São Paulo, Capital, aos 2 de setembro de 1960, logo, aos 60 anos, Antunes é um músico, poeta, compisitir e artista visual - paulista e brasileiro.
Quarto de sete filhos, Arnaldo, em 1978, ingressou na USP - FFLCH para cursar Linguística, todavia o seu sucesso com os Titãs fez com que este sonho não se viabilizasse.
De 1982 a 1992, Antunes foi um dos Band Leaders dos Titãs, assumindo a grande maioria das composições mais ácidas e agressivas da banda. Mesmo depois de sua saída formal, Arnaldo Antunes continuou a compor para o então septeto roqueiro paulista e, em algumas oportunidades, como no Acústico MTV de 1997, Antunes participou ao vivo com a banda, cantando O Pulso, canção originária de Õ Blesq Blom, disco de 1989.
Antunes deu muita viabilidade e visibilidade no campo das poesias e, no início, manteve uma carreira solo bastante tímida, porém com bons discos, principalmente ao longo dos anos 90.
Em 2002, se aproximou de Carlinhos Brown e Marisa Monte para um projeto bastante interessante: Os Tribalistas. Letras simples e bastante populares, mescladas com forte poesia de Antunes, com a voz inigualável de Monte e com os experimentalismos de Brown fizeram o projeto dar certo e atingir comoção nacional. Em tempo, cabe salientar que Antunes já vinha trabalhando ativamente como parceiro compositor de Marisa desde o segundo disco dela: o Mais.
Em 2017 os Tribalistas tentaram uma nova união, mas nada chegou nem aos pés de sucessos como Já Sei Namorar e Velha Infância.
Arnaldo atuou como ensaísta e articulista na Folha de São Paulo e em 2007, lançou o primeiro DVD de sua carreira, o premiado álbum denominado "Ao Vivo no Estúdio". Este DVD passeia por toda sua carreira e traz a participação de Nando Reis e Branco Melo, dos Titãs, Edgard Scandurra, que além de ser seu grande parceiro é guitarrista do Ira! e dos Tribalistas.
Enfim, a Revista Rolling Stone brasileira o catalogou como um dos 100 maiores artistas da Música Brasileira.
De fato:
O pulso... ainda pulsa!
Por
Rodrigo Augusto Fiedler
(Rodrigão da Penha, o Professor)

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