quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Audioslave

O Grito Social!
Parece que Chris Cornell é dado a mega projetos, não diria que é coisa do ego do bom vocalista, pois ele é bom mesmo e, além de cantar bem, é dono de grande versatilidade. Não poderia ser diferente, quem conhece o trabalho longo do Soundgarden que nasceu nas garagens de Seattle em meados de 1984, estourou em 1991 com a onda grunge, não pode duvidar. Cornell ainda emprestou a voz para o mega projeto Temple of the Dog que unia ele mesmo, membros do Soundgarden com Eddie Vedder e membros do Pearl Jam. Esta impecável Jam deixou pelo menos um grande hit, Hunger Strike, e diz a que veio o bom Chris Cornell em projetos paralelos.


Bom, em 2001, na cidade de Los Angeles, Califórnia, forma-se então mais um supergrupo: o Audioslave. Cornell do Soundgarden assume voz e guitarras base enquanto o genial Tom Morelo assume as guitarras solo e experimentais. Tim Commeford, baixos e vocais auxiliares e Brad Wilk, na bateria - todos, menos Cornell são egressos da fantástica banda dos anos 90, Rage Against the Machine.
A pegada da banda é revisitar o estilo clássico dos anos 70 e 80 e mesclar com rock dito e chamado de Alternativo. A guitarra experimental de Morelo e um vocal "entrisrecido" de Chris dão a tônica da banda

.

São 3 álbuns de muito sucesso: Audioslave (2002), Out of Exile (2005) e Revelations (2006)... um demo tape, Civilian Demo (2001) e o épico DVD Live in Cuba de 2005.
Carreira curta, porém incrível e absolutamente engajada. Os irmãos Castro, assim como todo mundo de inclinação socialista e libertária, fizeram sempre grande apologia aos trabalhos do Audioslave (já era assim com o Rage Against the Machine) e a recíproca é e sempre foi verdadeira.
Superbanda de rock engajado, político e social, aposto minhas fichas em I am the Highway! Grande hino de Morelo e Cornell.
Cornell seguiu carreira solo, antes de vir a falecer ainda retomou projetos com o Soundgarden e Morelo, com Zach de La Rocha, retomaram o Rage.
E assim o rock de protesto não morre jamais!
Hasta!

Por


Rodrigo Augusto Fiedler
(Rodrigão da Penha, o Professor)

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