quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Ataulfo Alves

Amélia que era mulher de verdade...

Ataulfo Alves de Sousa nasceu em Miraí, MG, aos 2 de maio de 1909 e veio a falecer no Rio de Janeiro aos 20 de abril de 1969. Ataulfo Alves foi um compositor, cantor e sambista brasileiro, multinstrumentista, era filho de Capitão Severino que, naquela época já tocava viola, acordeão e fazia repentes na Zona da Mata.
                    

Alves, aos 8 anos, já escrevia versos. Trabalhou desde criança em serviços pesados ao mesmo tempo que ia à escola. Aos dez perdeu o pai e, com sua mãe, foi viver no centro de Miraí.
Com 18 anos fixou residência no Rio de Janeiro juntamente com seu patrão, um médico com quem trabalhava como ajudante de farmácia.

Aos dezenove já era autodidata e muito competente no violão, no cavaquinho e no bandolim. O violão de 7 cordas ele também dominava. Teve 5 filhos com sua esposa Judite.

Em 1933, Almirante gravou o samba Sexta-feira, sua primeira composição num disco de um artista influente. Dias depois, na esteira do sucesso de Almirante, Carmem Miranda grava Tempo Perdido, garantindo assim sua entrada no meio artístico pelas portas da frente. Em 1958, apareceu no filme Meus Amores no Rio.
                                                

Ataulfo Alves, compositor de respeito, atinge marcas invejáveis: 350 canções do repertório do Samba e da MPB (poucos compositores têm esta marca). Ataulfo foi gravado por intérpretes importantes, como Clara Nunes, Quarteto em Cy, MPB-4, etc...

Morreu às vésperas dos 60 anos no Rio de Janeiro em decorrência de uma úlcera. Deixou muitas parcerias, muitas delas e talvez, as mais famosas, com o Ator, Músico e Poeta, Mario Lago.


Por


Rodrigo Augusto Fiedler
(Rodrigão da Penha, o Professor)

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